Dadá

O Dadá tem início no Cabaret Voltaire (1916), em Zurique (Suíça), incluindo números de música, dança, poesia e pintura nas suas atividades. Participam desta primeira apresentação: Tristan Tzara, Hugo Ball, Emmy Hennings, Hans Richter, Richard Huelsenbeck, Hans Arp e Marcel Janco, preconizando um manifesto em prol da liberdade total de expressão que implica na ruptura entre arte e lógica,

Ao ecoar os desastres da primeira guerra mundial europeia (1914-18), o Dadá mostra o caos e o absurdo da condição humana e da própria arte nessa empreitada. As palavras, ações e objetos criados nas sessões do Dadá, não permitem avaliação de acordo com critérios habituais. Por exemplo, as poesias que alguns participantes apresentam são totalmente desprovidas de sentido, com palavras aleatórias e ruídos, enquanto que as manifestações artísticas provocam o espanto dos espectadores quando são construídas e destruídas ali mesmo, no local da exposição.

Hans Arp permite que o acaso faça parte de suas composições, nos desenhos espontâneos que resultam do fluir livre da tinta no papel ou tela. Nas obras, frases são pinçadas do jornal, recortadas e reunidas sem um sentido lógico. As colagens e as fotomontagens tornam-se armas políticas incisivas nas mãos dos dadaístas, com o intuito de denunciar, por meio de ideias artísticas, o regime hitlerista e o militarismo capitalista dominante.

A proposta de um “jogo de linguagem”, com subversão completa dos métodos, meios e funções da obra de arte, visa desmascarar a hipocrisia dominante, culpando a tecnologia e os processos racionais pela eclosão do conflito mundial. Ao expor um ferro de engomar comum com uma fila de pregos de latão na base, anulando sua função, o artista Man Ray explora o conceito de antiarte, preconizado pelos dadaístas.

Ao mesmo tempo, Marcel Duchamp cria seus ready-made, realçando a não-superioridade do artista como criador e, consequentemente, anulando a “emoção” do autor ao produzir uma obra. Dentre os ready-made destacam-se: o porta-garrafas e o mictório invertido “Fonte”, exposto em New York pela primeira vez (1917). Duchamp deixa claro que, nos ready-made, a beleza é o que menos importa, uma vez que não há diferença entre arte e um objeto qualquer.

Vídeos

Manifesto dadá.
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Marcel Duchamp.
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Marcel Duchamp e Maya Deren.
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Marcel Duchamp – entrevista.
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Tristan Tzara – performance.
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Hans Richter.
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Hans Richter/Filmstudie.
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Kurt Schwitters.
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