Egípcios

No norte do continente africano, mais precisamente no vale do Nilo, a partir do ano de 3.150 A.C., consolida-se uma civilização organizada politicamente sob a autoridade do faraó, ao qual são atribuídos poderes terrenos e divinos. Desde o seu surgimento até a total extinção em 31 A.C., a antiga civilização egípcia alterna períodos de apogeu e crise, em uma história não linear que decorre do enfraquecimento do poder central dos faraós.

A arte dos antigos egípcios possui um caráter eminentemente utilitário, privilegiando a arquitetura dos templos, em cujas paredes estão gravadas ou pintadas as cenas de um cotidiano que ilustra a possibilidade de vida material após a morte. Ao afastar-se do naturalismo, a pintura oficial egípcia pretende reproduzir a essência das coisas, e não sua transitoriedade. Para isso, torna-se necessária a fixação em cânones, a partir de um processo intelectual que reconstrói a figura de perfil e de frente em regras fixas. Os movimentos mecânicos das figuras são definidos pela geometria que precede o desenho, considerando a multiplicação de uma unidade constante em 21 e ¼ partes iguais. Arte eminentemente planar, a pintura egípcia serve muitas vezes de suporte para os textos hieroglíficos, incorporados às imagens que também são encontradas nos relevos murais.

A arquitetura, caracterizada pelo aspecto monumental, é o que mais impressiona na arte egípcia. Tanto as pirâmides, denominadas “moradas eternas”, quanto os templos construídos a partir do Novo Império promovem rituais adequados ao aspecto perene dessas estruturas pétreas. A princípio, somente o faraó e os nobres teriam direito a essas moradas, que apresentam uma superestrutura de planta quadrada ou retangular, precedida por um pátio ao ar livre. Depois do pátio estão situadas várias câmaras, nas quais se encontram a escultura do faraó, além de vários tipos de alimentos e demais utensílios. A câmara funerária, que aloja o sarcófago, é escavada no subsolo. Dentre as principais pirâmides citamos: Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Os templos, dedicados às divindades, são representativos da arquitetura religiosa. A fachada geralmente é decorada com esfinges, seguindo-se o pátio aberto que permite o acesso dos fiéis ao seu interior. Ex. Templo de Amon Ra.

Durante a III dinastia surgem as primeiras esculturas de tamanho natural dentro dos templos e das pirâmides. Essas esculturas rígidas que atendem a uma função ritual, não mostram a realidade. As peças vistas de frente, tanto podem ser máscaras como estátuas de corpo inteiro que, ao longo do tempo, vão incorporando acabamentos policromados à estrutura de calcário, granito ou bronze.

Também a ourivesaria tem um papel destacado na civilização egípcia, combinando ouro e pedras preciosas em abundância.

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Museu do Cairo.
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Arquitetura.
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Esculturas.
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Pintura.
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Egito e Mesopotâmia.
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Retrato Fayoum.
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