Neoplasticistas

Entre 1917 e 1931, os artistas Piet Mondrian, Theo van Doesburg e o arquiteto Gerrit Rietveld adotam uma linguagem plástica baseada em linhas, planos retangulares e cores básicas, que segundo eles definiriam a própria essência dos objetos.

A maioria das pinturas de Mondrian remete a uma “grade” (grid) de coordenadas que não dispensa as várias tonalidades de branco e o preto, além das cores primárias. Na grade, os planos coloridos tornam-se ativos, em decorrência da criação de relações perceptivas de distância e luz. Mondrian valoriza a funcionalidade e os princípios racionais, éticos e estéticos de utilização dos espaços que cria, optando por expandir seu pensamento a uma sociedade utópica que pensa solucionar problemas racionalmente.

Van Doesburg compactua do pensamento de Mondrian, a respeito de uma arte ordenada e simples que possa interferir e modificar toda a cultura. Convicto da colaboração nos projetos entre pintores, escultores e arquitetos, desde o início Van Doesburg cria espaços arquitetônicos que decompõem as superfícies em vários planos de profundidade. Ao mesmo tempo, explora nos seus quadros as linhas diagonais, instituindo uma modificação no Neoplasticismo que leva um discordante Mondrian a abandonar o grupo por ocasião deste acontecimento.

Rietveld explora tridimensionalmente as mesmas opções de clareza e simplicidade dos neoplasticistas. Seu projeto para a casa Schröder, em Ultrecht (1924), utiliza elementos pré-fabricados, entre planos e volumes vazios e linhas pretas que remetem à elementaridade construtiva. As superfícies brancas desta casa, estruturada em planos, são contrapostas às cores azul e amarela, com a intenção de estabelecer relações espaciais contrastantes no conjunto da obra.

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Piet Mondrian.
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Theo van Doesburg e o Dada.
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Theo van Doesburg.
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