Bauhaus

Na cidade de Weimar (Alemanha/1919), é fundada a Escola da Bauhaus sob a direção de Walter Gropius, visando capacitar alunos na teoria e na prática das artes. Os produtos elaborados na Escola, apesar de um vínculo inicial próximo ao artesanato e às práticas expressivas dos artistas contratados (Klee, Kandinsky, Itten, Moholy-Nagy, entre outros), logo revelam a necessidade de uma maior aproximação com as técnicas industriais da reprodutibilidade.

Alinhado com as tendências da vanguarda da arte europeia – Neoplasticismo, Construtivismo, Dadá e Surrealismo – o método de ensino da Bauhaus nunca perdeu o foco do estímulo à imaginação. Na Bauhaus, professores e alunos convivem teórica e praticamente nas salas de aula e nos ateliês, em busca de soluções para cada projeto, articulando forma, função, material, técnica e aplicação industrial.

Em uma segunda fase, já na cidade de Dessau (1925), a relação estreita entre arte e tecnologia define na Bauhaus um programa adequado à arquitetura e à construção de habitações funcionais, equipadas com objetos também produzidos nas próprias oficinas da Escola. Apesar da tendência para a geometria da forma e para a ausência de ornamentos, o dinamismo da função (gestaltung)  corresponde à experiência do que se pretende projetar, sejam cartazes, roupas, objetos, móveis, veículos, edifícios, ou até mesmo planos urbanos para as grandes cidades.

A partir de 1928, a Bauhaus, sob a nova direção de Hannes Meyer, se transforma em um sucesso comercial. Mas com a vitória do Partido Nacional-Socialista, em 1931, e após a substituição de Meyer por Mies van der Rohe, a escola é acusada de ser excessivamente cosmopolita em oposição ao nacionalismo predominante. Apesar de já ter adquirido fama, no ano de 1933 a Bauhaus é fechada pelos nazistas, forçando a emigração de seus professores para os Estados Unidos. Acolhidos como heróis, Gropius, Breuer, Moholy-Nagy, Mies van der Rohe e Albers passam então a integrar o corpo docente de várias universidades americanas de renome, dentre elas: Harvard, Chicago e Carolina do Norte, de onde continuam a propagar suas ideias pelo mundo.

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Escola da Bauhaus.
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Laszlo Moholy Nagy.
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